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Êxito não evita retração de área

Publicado por Karina Arruda - Redação Jornal A Gazeta em 23/09/2020 às 10:21

      Plantio de floresta em Mato Grosso resulta em 1,5 milhão de metros cúbicos (m3) de madeira por ano, segundo a Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta).
Neste ano, o setor deve gerar R$ 210 milhões em faturamento, estima o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea).
        Eucalipto e teca representam quase a totalidade da produção, sendo que o eucalipto já responde por 72% da área, que ganha espaço com a expansão dos investimentos em indústrias, como as dedicadas à produção de etanol de milho.
   Fausto Takizawa, secretário-geral da Arefloresta, informa que a área plantada no estado é de proximadamente 259 mil hectares, sendo 188 mil de eucalipto e 71  mil de teca. O eucalipto é utilizado como biomassa em indústrias, enquanto a teca, que tem valor agregado maior, é usada para produção de móveis e como matéria-prima da construção civil.
      A produção está espalhada de norte a sul do estado, em cidades como Alta Floresta, São José do Rio Claro, Nova Mutum, Tangará da Serra, Cáceres e Rondonópolis.
     Miguel Weber é produtor de eucalipto na região de Rondonópolis. As fazendas São Miguel e Cananéia reúnem aproximadamente 800 mil árvores, em uma área de 730 hectares que se estende até a margem da BR-163. A segunda safra, cuja colheita é prevista para o ano que vem, deve gerar 657 mil m3 de madeira, que será destinada às indústrias de óleo e etanol de milho.
     O produtor diz que é rentável, apesar do longo ciclo de produção, que chega a 7 anos. As árvores são plantadas em áreas arenosas (inadequadas para os grãos) e garantem a diversificação dos investimentos. “Se não tivéssemos feito esse investimento lá atrás, hoje não teríamos grandes indústrias vindo para o estado. Em breve, vamos entrar em um período de apagão, porque estão se instalando várias indústrias, mas a produção não está aumentando”, alerta.
     Estimativa da Arefloresta indica que o estado tem potencial para consumir 600 mil hectares de floresta plantada nos próximos 10 anos, no entanto a área tem retraído. “Um dos fatores é a queda no valor da lenha, que caiu de R$ 73/m3 para R$ 61/m3 entre 2016 e 2018”, afirma Fausto Takizawa.

Fonte: Jornal A Gazeta

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